Sejam bem vindos ao meu Blog

"O Artista se eleva pelo prazer da beleza dentro de sua criação."

Minha origem

Sei que amo. Conheço minha origem, respeito a mim mesma, tenho consciência da miscigenação e da minha cidadania.

Bahia de Todos os Santos

Moro na Bahia de Todos os Santos, abençoada por 365 igrejas, um legado deixado pelos Portugueses. No sincretismo religioso, o abraço com todas as religiões.Um povo que vibra sem intolerância religiosa.Tenho fé e amo meu povo!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Biblioteca Patativa do Assaré - SP

Conheci Marina Gentile na Feira do Livro do Campo Grande. Quem é Marina? Uma escritora, avida colecionadora de livros. Mãe amorosa, esposa fiel, é uma pessoa de punho forte. Marina foi embora para o São Paulo. A feira do Livro, eles acabaram, conduzindo inevitavelmente para empurrarem os poetas, editores para um beco sem saída, lamentamos com o fim da Feira mas, continuamos publicando com o nossa suado dinheiro, lançando livros em Saraus, não, não o povo não ficará mais pobre sem cultura. Aqui, vamos dando um jeitinho.
Em uma certa noite, eu sonhei com meu pai, ele costumava dormir, acordava às 4 horas da manhã, pegava um livro, largava para tomar café, meu pai em sonho me orientou, vai doando os livros filha, acordei, eu me pus como uma menina procurando seu pai, ele me deu um toque, procurei uns livros enviei para Marina para que ela colocasse em uma biblioteca, demais para mim, meu livro na Biblioteca Patativa do Assaré- SP.

Pintura de Perinho Santana


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Noite de Reis

" Noite de Reis"
Despedaçou minha mente
como raios certeiros, anda, segura
enquanto esperava o resultados do exame
os dias escorregavam em noites doloridas
era preciso descontar essas sensações
bom dia, Doutora Dora Robatto Carvalho
é difícil mostrar o que não pode ser visto
bom dia, Varenka,vem , vou olhar o veredito
nada, você não precisa de nada, livre
vai fazer exames de seis em seis meses,
eu sempre fiz, então estou salva.
Gratidão Dora Robatto Carvalho.

Varenka de Fátima Araújo

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Para Maria Aparecida Feitosa Jacob Gomes

Aparecida Feitosa Jacob Gomes,
A mulher que vivia a frente de uma época. Bonita, charmosa de uma alegria contagiante. Ela conduzia sua vida muito lúdica.
Em uma tarde de primavera, em um degrau da entrada da sua casa, com um pacote de cartas com selos de Portugal, com uma aguda consciência de não querer responder todas, estava eufórica. Não há meio termo para ela, subi os degraus, ela colocou em minhas mãos umas cartas: - E para vc responder estas cartas, poder ficar amiga ou namorar um deles.
Eu tive a impressão de que minha face ficou vermelha, tinha pouca idade, meu pai não queria meu envolvimento com homens antes dos 15 anos.
Agradeci a Cida, passei uma noite sonhadoramente escrevendo para o Norberto, foi uma correspondência de respeito, uma amizade sincera bem distante.
Repentinamente, meus pais decidiram colocar seus filhos em sua Rural verde e branca ruma para Bahia.
Não houve despedidas, o tempo fez sua parte com a ajuda do Facebook, um encontro a moda da net.
É evidente que nunca parei de escrever cartas. Além do mais o tempo é monótono para uma pessoa que gosta de movimento com cores.
Cida de mil sapatinhos, vestidos de tecidos finos, sorrisos francos.
O meu muito obrigada amiga.
Varenka De Fátima Araújo

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Somo Todos Africa

Ó tu Africa, terra mil vezes querida
Um dia levaram uns africanos
Eis, minha bisavó, meu bisavô
Era Maria Rosa , pai João Araújo

Corre o sangue em mim dos meus queridos
Esta morada de cores me fortalece
De feitos de valentia, templo de vitórias
Dos guerreiros, merecedores de horarias

Então sempre levantarei os olhos
Para os céus em pensamentos
Cantarolando a canção " Mama Africa"
Vibrando em mim com gratidão

Aqui sua bisneta se envaidece
Aqui converte em puro amor
Mãe Joda, como eu chamava minha bisavó
Tenho consciência da minha miscigenação.

Varenka de Fátima Araújo

Salvador - Bahia - Brasil

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Antologia de Natal - Portal CEN - CÁ ESTAMOS NÓS

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Carta para Papai Noel.




Eu era uma criança normal: eu gostava de brincar com outras crianças,   gostava de bolinhos salgados,   esperava o natal,  só para ganhar presentes.  Antes tinha a ceia,  arroz temperado,  galinha,  uma salada de verduras,  o peru nunca foi para nossa mesa.
Meu pai com sua voz empostada, contava histórias para fazer dormir.   Na noite de Natal, ao deitar o sol, meu pai contava várias histórias, nada do sono nos vencer,  minha mãe vinha de mansinho: "Vamos crianças durmam, o Papai Noel vai deixar embaixo de suas redes, presentes".  A infância é um pedaço adormecido,  o resto foi modificado com a industria.
Lembro-me que era muito curiosa,  queria saber quem era e abraçar o Papai Noel.
E, minha mãe falava baixinho,  vão dormir,  criança dorme cedo,  o bom velhinho vai fazer uma boa surpresa.
Eu não aceitava, desconfiava, ficava de olhos abertos, recomenda para minha irmã Hermengarda ficar acordada, caso eu dormisse para finalmente conhecer e, receber o nosso presente do velhinho que amava crianças.
Meu pai esperava que o sono nos vencesse, colocava os humildes presentes,  geralmente bonecas,  cada boneca tinha seu brilho.
A realidade só foi descortinada ao ficar uma mocinha,  minha mãe revelou em poucas palavras que o Papa Noel,  era,  sempre foi o nosso pai Francisco das Chagas.
Hoje, esta magia foi apagada com a industria, como sempre lucrando, colocando nas lojas, homens de cabelos,  barbas brancas, vestidos de vermelho, como a CocaCola gosta para venderem, ficarem com uma boa fatia do dinheiro do decimo terceiro.Um pedido maior que que aumente o ordena do povo do Brasil

Varenka de Fátima Araújo

domingo, 27 de novembro de 2016

Frase

Esperar um amigo é como ver o nascimento de uma flor.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O espaço da praça

Eis um banco, no improviso uma tábua quebrada
Sorri como estivesse em Brasacolina ??????????
Afronta o homem com sua voz:
Olá ruiva, aqui só tem loucos
Sim, na verdade sou ruiva
Me sinto estrangeira na cidade do carnaval
Rasgando o sol com nuvens vermelhas, fogacho???
E um tal mendigo sedente por dinheiro
Sacode a mão cheia de moedas
Tinha sido nobre, perdeu o título
Os jovens passam, não sabem da sua força
Das mãos enrugadas de um casal de idade avançada
Aí vai, ela com carinho, ele envergonhado
O estranho é o contraste da mocidade
Mas eu penso, um dia serei velha.

Varenka de Fátima Araújo



domingo, 13 de novembro de 2016

Dra Maria Auxiliadora Robatto

Carregada de dor ando pelo mundo
Este peito que bate descompensado
Já ferido de tanta labutas
Essa dor me persegue
Ela com gesto feminil
Sorrindo, disse:
E a face dos que vivem longamente
Desculpa, vai tirando o que te faz mal
Comece a mudança devagarinho
Tudo tem um alinhavo
E, com suas mãos firmes de cirurgiã
Começa os procedimentos com precisão
Vai auxiliando como manda sua destreza
Ela tem uma bondade para com todos
Ela tem o poder de salvar vidas
Como Maria Auxiliadora.

Varenka de Fátima Araújo







terça-feira, 8 de novembro de 2016


Salvador, 08 de novembro de 2016

Ao meu prezado amigo Perinho Santana,
Estou antecipando o convite para breve ter a honra em ser a madrinha, já firmada com uma poesia minha na parede da CASA DOS POETAS. Esse espaço canta em várias artes, paredes emolduradas por suas pinturas, letras em contornos de poesias.
Fiquei embevecida de contentamento diante das fotos enviadas nesta manhã por sua esposa Soraya Souza, constatei a minha poesia na marca das cores esboçadas por suas mãos. A própria força das suas idéias, mostra o quanto você é destemido, seus traços tem esta magnitude. Lembro-me da sua luta para conseguir manter este espaço com seus recursos.
Madrinha, uma palavra que tem peso, aceitei na esperança que Plataforma, fique eternizada com a sua e, que será A CASA DOS POETAS.
A minha admiração pelo pintor e poeta.
Gratidão amigo.
Varenka De Fátima Araújo

Dr. Danilo

A voz modesta do jovem promissor
Os olhos lípidos penetrantes, divinal
Despido de sofisticação e vaidade
A minha dor cessa por um momento
Descortinando a bondade de suas mãos
Que machucam, apertam, cortam com precisão
Que fazem sarar os males por nos consumidos
Abismada com o seu juramento
Danilo, o dentista da clinica "Vamos Sorrir"
Com o seu sorriso afaga meu sorriso.

Varenka de Fátima Araújo

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Homenagem a Mario Benedetti



Ardor de uma mente sábia
O sol mergulha em tudo com suas palavras
Como um rio tortuoso e imenso, foi a sua vida
E, no averso do verso e, prosa gritou
Aquele que com um brado de liberdade
Foi o motivo de perseguição, com dor no exílio
Como logo o mal não consiste, ou não persiste
Como logo o mal foi vencido com seus 80 livros
Dizem, que era um guerreiro em todo o momento
Outros queriam ver seu corpo inerte
Nada disto, sua ferramenta foram palavras
Um homem sem armas, seu arco foi feito com livros
E este, foi o homem de Uruguay, que foi um vencedor.

Varenka de Fátima Araújo

Salvador - Bahia - Brasil

O cavalo Marrom Claro

O dia estava com um sol forte, ensolarado muito bom para passear. No caminho me deparei com os cavalos, uns são bons domesticados, outros servem de transporte. Mas, todo cuidado, não devemos dar  às costas, ele pode traiçoeiramente dar uma patada. Levei uma que ficou a marca do casco e um hematoma por muitos dias.

Varenka de Fátima Araújo.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

revista Poemas do Brasil


Boa tarde!
A edição 009 da revista POEMAS DO BRASIL está no ar!

www.poemasdobrasil.com.br
Revista Poemas do Brasil - Ylvange Tavares
A noite traz na sua calma O fantasma que devora o tempo.O tempo traz no seu silêncio A utopia que aos poucos me devora Esses dois me apavoram.
poemasdobrasil.com.br

Caminhando, meu Brasil

Esquerda, direita vou ver,
um círculo que não muda,
não ouviram o grito
dos que andam na margem,
a crença de um peito aberto,
o sol não brilha, não difunde raios,
o povo dividido não brada.
A mais e mais, alegria aumenta
comemoram a sorte de uns poucos
marcando somente os seus pares.
E o brado de avante
não soa nas terras abundantes
não penetra nas montanhas verdejantes.
Que os filhos da Pátria fiquem unidos.

Varenka De Fátima Araújo

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Galeria Nilda Spencer.

Na época que eu estudei na Escola de Teatro-UFBA, tive excelentes professores, tinha Nilda Spencer professora de dicção, uma pequena notável ! Uma mulher bondosa, vivia sorrindo sempre pronta para ajudar. Nilda, Nilda havia muitas luz em seu nome, sua voz era melodiosa, foi uma simpatia mútua, foi um amor de madrinha para comigo. Muitas vezes repetia os exercícios de articulação para soltar minha voz. Ela foi a melhor atriz que conheci em todos os tempos, fizemos uma aparição no "Pagador de Promessas", eu ficava orgulhosa por estar ao seu lado.
 Ela tinha muito cuidado com meu filho, mandava presente,eu deveria ter dado para ser madrinha, pensei em Nilda, o acaso foi para outra que meu filho não reconheceu como madrinha.
Nilda nunca falava da sua vida, ela só tinha interesse em ajudar os outros, doou muitas roupas para meu trabalho como figurinista. Tinha uma vasta experiência no teatro, foi diretora por duas vezes da Escola de Teatro, tinha uma paixão em representar, fazia com perfeição. Ela nunca parava, estava sempre em movimento e nos gratificava com sorrisos e, amabilidades. Esta placa com seu nome, espero que seja para sempre. Eu guardo seu retrato com carinho, minha benfeitora.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Chuvas de palmas para Jacqueline Aisenman fundadora do Varal do Brasil

Para os poetas, escritores que celebram o dia do Varal do Brasil
Para este dons tem Jacqueline Aisenman
Porque deu a revista vinda longa
Um elmo feito ao redor do mundo
Com diamantes que fazem cravejados
Disparando raios de luzes por vários lugares
Que completam uma missão
Que parte e partiu de nós nesta viagem
Ei-la visível sempre de capa nova
Eu também saúdo o bendito dia que chegou para mim
Fico extasiada com tanta harmonia
Vai do meu cantinho chuvas de salvas!!!!

Lamento muito, Jacqueline, tocava diretamente cada um de nós.Mas, não pode continuar com este projeto, os motivos foram bem esclarecedores. Esperançosa quero ler suas palavras precisas, por vezes são monólogos interiores, fico na certeza que é preciso continuar. Mil beijos amiga.

Varenka de Fátima Araújo

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O Urubu

Gosto dos urubus
fazendo voos no céu
a negritude em contraste
seguem a corrente de ar
se comparam com humanos
são tratantes, maus em atitudes
sempre julgando os asquerosos
viva o urubu que come, limpa
lá no céu beijam às nuvens
veja na terra o vício entorpecidos
enquanto eles cingem coroas
que viagem sentem meus olhos.

Varenka de Fátima Araújo


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Livro de Nilvano Andrade

Piano de outono
Dedicado a Nildete Alves de Andrade

Se o si bemol
Voltasse a tocar
Nas tardes de primavera
Daria corda à caixa de música,
Onde dorme a bailarina de seda,
Dobrada sobre as notas mágicas
Do piano de de outono

Quando sem o dó,
O sustenido se perder
Pour Elise num Clair de lune
Sem Tristesse
Voltaremos ao Piano de Outubro,
Nas tardes de primavera,
Num chão de estrelas
Do universo distante
Onde você foi buscar
A minha vida.

Dr. Nilvano Andrade




Dr. Nilvano Andrade

Ó Dr Nilvano Andrade
A teus pés tens uma paciente
Que vencida por amor, pelos seus gestos bondosos
És o condutor da fraternidade por teus irmãos
Há um fascínio no teu olhar
Que suaviza as angustias dos enfermos
A lista de proibições não me afetam
Quero ouvir os sons e, a tua voz branda
Homem aterrado na cura dos outros
Fizeste três proezas para imortalidade
Escreveste o livro; "Olhos de Prata"
Entre outros para  Medicina
Plantaste uma árvore
Tiveste um filho e, um neto
Caridade! este teu nome revela em uma placa
Unidade Otorrinolaringologista  Dr. Nilvano Andrade
No Hospital Santa Isabel
E, que os sons sejam inspiradores, Dr. Nilvano

Varenka de Fátima Araújo

domingo, 2 de outubro de 2016

Para Vítor Jara - Chile

Para Vítor Jara

Desculpa, com toda paciência
Minhas palavras que alinhavo
Como sua irmã Antígona no teatro
Setembro, cavaram sua morte
Eu, cubro seu corpo com meus rabiscos
Meu herói, foi morto 44 vezes
Por outro homem que odiava
Não pronunciou uma palavra, o covarde
Queria calar o Vítor Jara
Seu proposito não foi consumado
A voz mais potente e, harmoniosa
Com seu grito, continua soando
Com clamor o cantor do Chile
Aos altos das montanhas subiram
Entoando cantos de amor
Em sua mente tinha um pensamento só
Libertar cinco mil homens
Tinha o mais nobre sentimento
Um artista completo por todo tempo
Carecemos de ouvir sua voz
Em suas poesias, no seu canto e, no teatro
Sensível, sofria o poeta enclausurado
E, no seu coração uma imensa fraternidade
Onde habitava o amor ao próximo
Enchendo o peito sua voz propagava
Eu sei, seus cânticos não temiam
Eu sei, que profetizou sua morte
Até o último instante, escreveu uma poesia
Ficando no tempo para toda eternidade.

Varenka de Fátima Araújo